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  • Feijão Gordo – Lembranças com Água na Boca

    Chef Taico

    Receita: Feijão Gordo

    Tempo de preparo: 01h | Serve 05 pessoas

     

    Ingredientes:

    • 500g de feijão rosinha demolhado
    • 01 kg de barriga de porco em cubos
    • 02 colheres de sopa de banha de porco
    • Folhas de couve rasgada
    • 04 folhas de louro
    • 04 dentes de alho
    • 01 cebola picada
    • Sal e pimenta

     

    Modo de preparo:

    1. Na panela de pressão, derreta a banha e adicione a barriga de porco temperada com um pouco de sal e pimenta.
    2. Doure lentamente até ficar bem dourado, mas sem queimar.
    3. Amasse o alho com a cebola e um pouco de sal e pimenta.
    4. Junte o tempero amassado e refogue até ficar transparente.
    5. Coloque o feijão e as folhas de louro na panela e adicione o triplo de água.
    6. Cozinhe por 15 minutos sob pressão. Retire a pressão, confira se está no ponto, se não cozinhe um pouco mais.
    7. Adicione as folhas de couve e misture bem.
    8. Sirva com uma boa farinha de mandioca.

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    Crônica: Sustento

    O cafezal subia e descia pelas colinas até se perder no horizonte…

    Nas baixadas, organizadas, casinhas de peroba se equilibravam sobre pequenos pilares de tijolos. Enfileiradas eram muitas, avizinhadas com a tulha, o terreirão, a Igrejinha entre outras construções que compunham a paisagem das “Fazendas de café”.

    Planta perene e sazonal, a lavoura de café tinha os seus tratos culturais durante todo o ano, isto movimentava meeiros, porcenteiros, assalariados e diaristas entre as enormes ruas que dividiam longas fileiras de árvores cafeeiras.

    Nestas ruas, os colonos plantavam o milho, o arroz e o feijão que na terra forte e regada por constantes chuvas, produziam em quantidade.

    Estes cereais eram colhidos, secos, debulhados e abanados, tudo pelas mãos fortes e grossas da labuta infinita do campo.

    Guardados em sacos brancos estocavam o armazém o que trazia paz e tranqüilidade em tempos de pouca ambição.

    Quando o galo cantava o fogo já estava aceso, a lenha nova estralava e fumegava por toda a cozinha. Os pedaços de barriga já fritos saiam da lata de banha e iam pra panela que aquecida recebia alho, cebola, sal e pimenta. Depois de tudo muito bem refogado vinha o feijão demolhado e água fervente. Feijão novo, logo se apresentava macio com caldo cremoso na cor e na consistência. Algumas folhas de couve rasgadas junto a colheradas de farinha de mandioca finalizavam a “bóia”.

    Lá pelas dez da manhã, depois de muito serviço a fome apertava bastante.

    Sentados à sombra, ladeados por árvores de café e plantas de feijão fazia-se a refeição; Na pequena caçarola o “Feijão gordo” fazia salivar.

    Colheradas que sustentavam os braços fortes que carpiam, semeavam, roçavam e colhiam o sustento do país.


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