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  • Rabada com Polenta – Lembranças com Água na Boca

    Chef Taico

    Receita: Rabada com Polenta

    Tempo de Preparo: 03h | Serve 08 pessoas

     

    Ingredientes:

    • 04 kg de rabo de boi cortado nas juntas
    • 02 colheres de banha de porco
    • 01 cenoura em pedaços
    • 02 cebolas em pedaços
    • 06 tomates maduros em pedaços
    • 01 talo de salsão picado
    • 02 folhas de louro
    • 01 pimenta dedo de moça picada
    • 300 ml de vinho tinto seco
    • 02 litros de caldo de carne
    • Alecrim, manjericão e salsinha

     

    Modo de preparo:

    1. Limpe muito bem a rabada retirando boa parte da gordura. Tempere com sal e pimenta.
    2. Em uma panela de pressão aqueça a banha, adicione o alecrim e a rabada e refogue dourando lentamente.
    3. Assim que estiver bem dourada adicione o alho, cebola, salsão, tomates, o vinho, a pimenta, o louro e o manjericão. Mexa bem, adicione o caldo de carne e cozinhe por 40 minutos.
    4. Mantenha em fogo bem baixo com a panela destampada.
    5. Enquanto isto faça uma polenta mole.
    6. Assim que estiver com o caldo bem grosso sirva com a polenta, salpicando a salsinha.

     

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    Crônica: Abanador

     

    Era o cheiro do sal que atraia.

    Depois de perambular pelas pastagens enchendo o “bucho”, a boiada madura se dirigia lentamente para o malhador.

    Uma tora de peroba escavada com machado apoiada em dois cavaletes era o cocho.  Um telhadinho de duas águas com telhas de madeira lascada cobria tudo pra não empoçar.

    Lambendo e saboreando com muita paciência ficavam ali por horas…

    Já capona, quase tudo era calma. O couro liso e solto dava umas tremidas, mas isto era pouco para os mosquitinhos, aí a calda batia: num movimento constante, vai e vem, girando, acertando o penacho nas costelas, no vazio ou até onde alcançasse.

    Nessa constância entre chuva e calor o rabo se transformava em um verdadeiro abanador e a musculatura fortalecia.

    O tempo e o capim farto deixavam a rabada atolada na graxa.

    Penduradas em ganchos ficavam expostas nos açougues, longas, carnudas e cobertas por uma gordura amarelada.

    Minha mãe apontava e escolhia, sempre umas três ou quatro.

    Era de véspera, dava muito trabalho. Apenas com um pouco de sal ia pra panela e derretia a graxa lentamente até que ficava submersa na própria banha.

    Separada, era temperada com muitas ervas, vinho, alho, cebola, sal e pimenta e nesta vinha d’alhos dormia na geladeira.

    Amanhecia na panela.

    O fogo baixo pra borbulhar bem devagar fazia a enorme tampa tremer devagarinho, cozinhava lentamente transformando aquela musculatura rígida em pedaços de carne suculenta, abraçados aos ossos saborosos e cobertos por uma fina e deliciosa camada de gordura.

    Polenta mole no fundo do prato, pedaços de rabada cobertos de molho grosso fumegante, por cima salsinha batidinha salpicada coloria; agora era a minha vez de ficar lambendo e saboreando por horas.

    À mesa, esta é uma das minhas melhores lembranças.


    + Lembranças:

     


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    Comments
    1. Núbia | Responder

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