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  • Fígado Acebolado – Lembranças com Água na Boca

    Chef Taico

    Receita: Fígado acebolado

    Tempo de preparo: 40 min | Serve 06 pessoas

     

    Ingredientes:

    • 01 kg de fígado em tiras
    • 01 colher de banha de porco
    • Suco de 01 limão
    • 02 cebolas grande fatiadas
    • 02 dentes de alho fatiados
    • 100ml de leite
    • Alecrim
    • Salsinha e cebolinha picadas
    • Sal, azeite e pimenta

     

    Modo de preparo:

    1. Tempere o fígado com sal e pimenta.
    2. Adicione o leite e deixe marinar no mínimo por 30 minutos.
    3. Escorra e reserve
    4. Aqueça o azeite e doure as cebolas. Retire e reserve.
    5. Na mesma panela aqueça a banha com um pouco de alecrim.
    6. Coloque o fígado e doure rapidamente.
    7. Volte a cebola, a salsinha e a cebolinha e misture bem.
    8. Sirva em seguida.

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    Crônica: Muito ferro

    Terra é o que não faltava.

    No quintal, na rua ou no terreno baldio avizinhado, a fartura de poeira lama e torrões típicos da famosa “terra roxa encaroçada”, faziam parte das nossas vidas.

    E assim, com tamanha fartura, de vez em quando tava lá um moleque enfiando um torrão na boca;

    “Falta de ferro”…

    A picape amarela tinha um gradil de madeira na carroceria, chacoalhando e rangendo pelas duras estradas vicinais, buscava os animais gordos e sadios que eram muito bem apartados pelo olhar minucioso do açougueiro preocupado com a fiel freguesia.

    No abatedouro municipal o animal era abatido e eviscerado, dali os quartos iam para o açougue, o couro para o curtume e as vísceras para o bucheiro.

    Fom, fom, fom, fom, a buzina vinha ecoando de longe.

    Eu ouvia e já corria pro portão. Olhar virado pra baixo logo avistava o cavalo tordilho negro, batendo a ferradura nos paralelepípedos com o passo picado, subindo a Avenida Higienópolis.

    Vinha puxando uma carroça equipada com uma grande caixa metálica pintada de vinho que ele arrastava sem maiores esforços.

    Quando se aproximava, mais buzinas e o grito:” Bucheeeeeiro”.

    Lá vinha minha mãe com a bacia de alumínio.

    A tampa da carroça era aberta e dali saíam os mais diversos miúdos bovinos: miolos, língua, bucho e principalmente o fígado que era feito com mais freqüência.

    Em tiras, muito bem marinado com leite, limão e ervas, era salteado com grossas fatias de cebola.

    Que delícia. O remédio que eu mais gostava: fígado acebolado.

    Muito rico em ferro e muito mais gostoso que um torrão.


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