Costela Assada no forno – Lembranças com Água na Boca

Chef Taico

Receita: Costela assada no forno

Tempo de preparo: 02h | Serve 06 pessoas

 

Ingredientes:

  • 03 kg de costela de boi tipo ripas.
  • 06 cebolas cortadas em oito.
  • 02 dentes de alho.
  • Suco de um limão.
  • Azeite de oliva.
  • Sal e pimenta.

 

Modo de preparo:

  1. Amasse o alho com o sal e pimenta
  2. Misture o limão e um pouco de azeite e misture bem
  3. Esfregue metade do tempero nas costelas
  4. Coloque as cebolas na panela de pressão e as costelas por cima. Cozinhe por 20 minutos
  5. Retire as costelas e arrume em uma assadeira, colocando o restante do tempero sobre ela juntamente com o caldo da panela. Utilize as cebolas cozidas para fazer uma farofa
  6. Leve ao forno quente até dourar e amaciar
  7. Sirva com a farofa

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Crônica: A predileta

O dia estava muito quente e o sol secava rapidamente as poças barrentas e avermelhadas. Tudo foi lavado e agora brilhava intensamente.

O capim colonião num verde escuro intenso contrastava com a boiada branquinha que já aquecida começava a se movimentar.

Chifres grossos e cupins proeminentes determinavam raça e idade: zebuínos de três anos ou mais.

Enquanto adentravam o capim, a cada passo o couro solto mexia, chacoalhava as belas barbelas, e as costelas arqueavam cobertas por densa camada de gordura que tremia sob o couro lustroso.

Em tempos de muita fartura as festas eram constantes e variavam muito dependendo da origem do festeiro do dia, assim saboreávamos pratos bem preparados das mais diversas culturas.

Gaúchos, mineiros, paulistas, nortistas e estrangeiros, por aqui se estabeleceram e agora eram fazendeiros, comerciantes, políticos e profissionais liberais, comemoravam seu sucesso provendo seus convivas com deliciosas costeladas.

Podiam variar os temperos, a lenha, o espeto ou a panela, alguns preferiam a ripa, outros a minga ou a canoa inteira, mas a costela estava sempre presente.

Ossos largos e longos cobertos por grossa camada de carne e entremeados por uma gordura densa e saborosa, tudo coberto por uma capa mais fina e firme, o matambre.

Dava trabalho, a marinada era de véspera e o fogo começava na madrugada, cozinheiros e assadores se esmeravam para acertar o ponto, o tempero, o acabamento, e na hora da maior fome o serviço começava e eu me deliciava.

Fogo de chão, vaca atolada, ripa no espeto, matambre recheado, minga no celofane, e muitas outras mais fizeram e fazem da costela a minha predileta.


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