Dobradinha – Lembranças com Água na Boca

Chef Taico

Receita: Dobradinha

Tempo de preparo: 04 horas| Serve 08 pessoas

 

Ingredientes:

  • 02 kg de dobradinha bem limpa, cortada em tiras
  • 300g de bacon picado
  • 500g de linguiça calabresa defumada fatiada
  • Salsinha- folhas e talo
  • 06 folhas de louro
  • Limão
  • 02 cebolas picadas
  • 02 cenouras picadas
  • 06 dentes de alho picados
  • 01 pimenta dedo de moça picada
  • 01 colher de sobremesa de colorau
  • 200 ml de vinho branco seco
  • 04 colheres de sopa de azeite
  • 02 colheres de sopa de vinho branco seco
  • Sal e pimenta

 

Modo de preparo:

  1. Na panela de pressão prepare uma água com o talo da salsinha, suco de dois limões, folhas de louro e uma colher de chá de sal.
  2. Junte a dobradinha, misture bem e cozinhe por 03 minutos.
  3. Escorra e reserve.
  4. Na panela de pressão, coloque a banha e o bacon até derreter bem o bacon, adicione a linguiça e doure.
  5. Coloque o alho, o azeite, cebola, cenoura, pimenta e a dobradinha e refogue bem.
  6. Adicione a dobradinha e o colorau e refogue novamente com ervas.
  7. Coloque o vinho e cubra com água, tempere com sal e pimenta e cozinhe sob pressão por 15 a 20 minutos.
  8. Prove e acerte o tempero.
  9. Cozinhe em fogo baixo por uns 30 minutos para encorpar. Sirva salpicando salsinha.

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Crônica: Dia certo

Algumas tradições são inquestionáveis, elas acontecem e pronto.

Em tempos em que a maioria dos restaurantes faziam seus serviços “A la carte”, a criatividade tinha que ser muito grande pois a oferta de ingredientes não era tão farta e diversificada.

Para baratear os pratos e facilitar na cozinha os estabelecimentos passaram a oferecer em seus cardápios o “Prato do dia”.

Muito bem feitas, essas receitas eram com certeza muito bem apresentadas, saborosas, fartas e com o preço acessível, pois eram executadas em grandes quantidades e normalmente com ingredientes mais em conta.

Aos 17 fui morar no Rio de Janeiro, embora já acostumado a comer o bucho do boi muito bem preparado pela minha mãe e minha avó, fiquei surpreso com a oferta do prato nos bares e restaurantes locais, não importando o número de estrelas que o classificava, aliás quem fazia a fama era o prato bem preparado e não as cadeiras encapadas de linho branco.

Passei de consumidor semestral para consumidor semanal, pois este prazer cabia perfeitamente no meu bolso de estudante.

O boi rumina, seus estômagos trabalham incessantemente transformando celulose em energia: muito trabalho, muita textura, muito sabor.

Alvejado, limpo e fatiado ia pra panela escaldar com louros, limões e pouco sal. Depois de escorrido era refogado com azeite e defumados até dourar levemente para enfim ser cozido com vinho, cebolas, cenoura e ervas para só então virar dobradinha.

No dia certo, a boca salivava cedo. Era só escolher o melhor local e me fartar.

Na travessa fumegante posta à mesa, acompanhada de feijão branco, arroz e muita pimenta, com muita cor, perfume e sabor uma tradição muito bem servida normalmente às terças.


+ Lembranças:

 


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