Coxinha de Mandioca – Lembranças com Água na Boca

Chef Taico

Receita: Coxinha de mandioca

Tempo de preparo: 02h | Serve 08 pessoas

 

Massa –  Ingredientes:

  • 01 Kg de mandioca descascada
  • 02 xícaras de farinha de trigo
  • Sal

 

Modo de preparo:

  1. Cozinhe a mandioca com pouco sal até ficar bem macia.
  2. Amasse e retire os fios.
  3. Adicione a farinha aos poucos até ficar uma massa firme para moldar. Reserve.

 

Recheio – Ingredientes:

  • 500g de carne moída
  • 01 cebola picada
  • Salsinha picadinha
  • Pimenta dedo de moça picadinha
  • 02 dentes de alho picados
  • Óleo, sal e pimenta

 

Modo de preparo:

  1. Aqueça o óleo, refogue o alho, a pimenta e a cebola.
  2. Adicione a carne e refogue mantendo úmido e soltinho.
  3. Junte a salsinha e aguarde esfriar.

 

Montagem – Ingredientes:

  • Óleo, leite e farinha de rosca

 

Modo de preparo:

  1. Unte as mãos com óleo e molde a massa abrindo, recheando e em seguida fechando e dando formato.
  2. Passe no leite e em seguida na farinha de rosca. Remodele.
  3. Aqueça a gordura a 160 graus e frite as coxinhas até que estejam douradas.
  4. Escorra em uma peneira.

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Crônica: Roça

 

A foice cortava firme, a capoeira de canela grossa deitava, a mão grossa e forte roçava preparando aquele local de terra forte e fresca pra receber mudas e sementes.

Tudo brotava e crescia. O adubo eram as cinzas das leiras queimadas que enchiam de vigor os caules e folhas.

A brotação era contida com a enxada, pesada e suada, que limpava o entorno numa labuta diária, arruando, coroando e empilhando.

Planta nativa a mandioca vingava e revingava, pois logo que as enormes raízes eram arrancadas, o caule era repicado e plantado em pequenas valas cavocadas no enxadão.

O Jeep encardido de pó ou de barro, nunca voltava vazio. Vinha carregado com os mais diversos produtos que a fartura da terra nova providenciava.

Dois moleques fazendo muita força arrastavam o balaio de palha até a beira do tanque, torneira aberta, as raízes eram lavadas entre pingos de suor avermelhado, esforço que seria muito bem recompensado.

Já cascadas e picadas cozinhavam na enorme panela preta, e entre as borbulhas lentas amarelavam e amaciavam “derretendo”.

Com paciência os fiapos saiam, e entravam o sal e a farinha que a colher de pau mexia virando e revirando pra lá e pra cá até dar o ponto.

Agora as mãos mais habilidosas, lambuzadas de manteiga beliscavam a massa e faziam bolinhas às dezenas.

O recheio era de carne moída bem refogada com muita cebola, alho e salsinha.

Num movimento contínuo as bolinhas eram achatadas, recheadas e modeladas na forma de coxinhas, em seguida eram mergulhadas no leite gordo antes de rolar na farinha de rosca.

Gordura quente, a massa dourava rapidamente e a escumadeira ia retirando e colocando os quitutes numa peneira pra escorrer.

A pressa era maior que a fome. Eu pegava uma da peneira e mordiscava devagar pra não queimar a língua, mas devagarinho me deliciava.

Direto da roça: Coxinha de mandioca.


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